sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Senado e Câmara Federal discutem Escola/Diversidade/Homofobia/Preconceito e Inclusão

Evento: Audiência Pública Homofobia nas Escolas
Data: 22 de outubro de 2009
Hora: 9h
Local: Plenário 3 - Anexo II - Câmara dos Deputados
Apresentação

Homofobia pode ser definida como a rejeição, aversão, medo ou ódio irracional a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Há uma crescente tendência em tornar ainda mais específica a descrição desse fenômeno com a utilização do termo "homo-lesbo-transfobia".

Em pesquisa de 2009, realizada pelo Governo do Distrito Federal e a RITLA (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), grande parte dos meninos e das meninas das escolas do DF afirmam que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula. Na pesquisa "Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar", também de 2009, 87,3% dos entrevistados afirmaram ter preconceito com relação à orientação sexual. A pesquisa foi realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com o Ministério da Educação/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, tendo uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários.
Ambos os estudos confirmam os resultados de uma pesquisa nacional anterior publicada pela UNESCO em 2004, intitulada "Juventudes e Sexualidades", que revelou que 39,6% dos meninos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos estudassem com um homossexual e 59,5% dos professores afirmaram não ter conhecimento suficiente para lidar com o assunto na sala de aula.

As consequências da homofobia na escola podem incluir a evasão escolar, a desistência dos estudos, a resultante falta de qualificação para o mercado de trabalho, a discriminação na busca por emprego e a marginalização social. Em alguns casos, a perseguição na escola tem levado jovens LGBT a se suicidarem.

Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), afirma que é preciso chamar a atenção dos legisladores. "Por meio de pesquisas científicas e debates, vamos que há uma necessidade real e urgente de promover a proteção da população LGBT contra a discriminação, aprovando legislação que criminalize a homofobia, como ocorre com outras legislações que proíbem outras formas de discriminação, como o racismo", diz. Reis se refere ao Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006, que já tramita no Senado Federal há mais de dois anos. "A escola é um espaço importante para aprender desde cedo a respeitar as diferenças e a diversidade", acrescenta.

A audiência contará com apresentações de vários especialistas no assunto de sexualidade, homofobia e educação, desde representantes da sociedade civil até representantes do governo federal. Uma das experiências a ser apresentada é da ONG Pathfinder do Brasil, que executa o projeto Escola Sem Homofobia em parceria com o Ministério da Educação, a ABGLT, a Reprolatina, a ECOS – comunicação em sexualidade e a GALE (Aliança Global para a Educação LGBT).

O projeto tem três focos de ação: consultas ao governo e à sociedade civil visando obter propostas para políticas de educação que promovam o respeito à diversidade sexual nas escolas; a produção de material educativo para uso nas escolas e a capacitação de educadores na sua correta utilização; e a realização de uma pesquisa em 11 capitais, também com o objetivo de orientar as políticas públicas de educação na área específica de questões LGBT.

Também será representada na audiência a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, que deverá expor as medidas que o governo já vem implementando nesta área, como parte do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, lançado em 14 de maio do corrente ano.

Outra novidade será a discussão sobre a autorização da utilização do "nome social" de travestis e transexuais nas escolas e nos documentos e registros escolares. O nome social é o nome que travestis e transexuais escolhem em vez do nome de registro, sendo que o uso deste último na maioria das vezes causa constrangimento por não corresponder à sua identidade de gênero ou aparência física.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Homossexualidade, Identidade e Política.


Por Larissa Eller



Sexualidade, não deve ser entendido como privacidade, mas sim como um terreno político, as bases de organização social e da cultura incidem diretamente com o significado do casamento, da família, da parentalidade e da própria identidade pessoal, por tanto, o que está em xeque para a comunidade gay, antes de qualquer coisa é a legalidade. Já que o preconceito segundo o qual uma família é composta apenas pela união de indivíduos de sexos diferentes, logo o ideal para uma criança é uma família composta por um pai e uma mãe, vêm sendo quebrado com o ativismo LGBT.
A família, as igrejas, as escolas, a polícia, os esportes, a mídia, o direito, em geral constituem a sexualidade como fonte de estigma, sofrimento e opressão, a partir daí exprimimos hierarquias e desigualdades, de um campo de ativismo que vai desde a busca pela plena garantia dos direitos a subjetividades.
O Movimento de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais tem ganhado maior visibilidade ao longo das ultimas décadas, participando desde as Frentes Parlamentares a nível nacional, níveis do Legislativo municipal e estadual, - com estratégias voltadas também ao Judiciário, bem como de Políticas Públicas, até a produção de conhecimento acadêmico, formação de igrejas para homossexuais, setoriais em partidos políticos, atividades lúdicas institucionais ou não, através de feiras, festivais, encontros e mostras de arte, bem como as manifestações de concurso de Miss Gay e Miss Trans, ganhando maior força nas organizações das paradas, ao longo do país e do mundo, atingindo também a esfera institucional.
A construção da identidade da comunidade LGBT hoje possui um caráter político muito maior, mesmo assim ainda não é o ideal, uma vez que suas amplas reinvidicações perpassam o processo institucional ou não, contudo, é preciso aumentar nossa inserção nos movimentos sociais, já que nossa participação hoje se da em eventos esporádicos sem intervenções de massas, a não ser nas Paradas Gays, é necessário que possamos atingir uma parcela muito maior da sociedade, para que nesse bojo possamos atingir a plena garantia dos nossos direitos, entretanto, as respostas não estão dadas, já que não possuímos a compreensão de como atingir as grandes massas é necessário que empreendamos uma jornada, não tão fácil de ser alcançada, mais que já avançou bastante, se olharmos as três ultimas décadas, e o avanço dado ao movimento a partir das paradas gays.



domingo, 30 de agosto de 2009

29 de agosto

O dia 29 de agosto foi escolhido pelas mulheres presentes no primeiro Senale – Seminário Nacional de Lésbicas – no Rio de Janeiro em 1996 para celebrar e conquistar a visibilidade lésbica.Algo que, à primeira vista, parece meio estranho, não é mesmo? Por que homossexuais querem visibilidade? E por que só as lésbicas e não todas as minorias LGBT?Aquele grupo de mulheres reunidos no Rio acertou em detectar o principal problema que acomete as lésbicas em especial: somos invisíveis.
Você já reparou como, sempre que se fala de homossexuais, as pessoas pensam em homens, não em mulheres? Tanto para criticar – “Que pouca vergonha dois homens se beijando” – quanto para admirar – “Como eles ganham acima da média” ou “Como são chiques” – não é verdade que em geral quem comenta tem na mente apenas eles?Você já percebeu como, sempre que há grupos, reuniões, seminários para gays e lésbicas, quem fala e preside e dá entrevistas são os homens? Como os produtos e serviços oferecidos para gays e lésbicas só imaginam o conforto, o gosto, as preferências dos gays, nunca das lésbicas? Observe as fotos dos sites gls e lgbt se não acredita em mim.
O único momento em que lésbicas aparecem mais são nos filmes pornôs, já que duas mulheres – de unhas longas, cabelos tingidos e gritos hilários de tão inverossímeis – costumam ser parte integrante da fantasia dos homens heterossexuais.Nós realmente somos um grupo que desaparece, tanto para a sociedade em geral como dentro do movimento lgbt e da indústria gls.
Mas antes que alguém ache que estou numa tirada chororô-vítima (que eu detesto), deixe-me dizer que a responsabilidade é nossa mesma, das lésbicas.Seja por razões culturais, porque fomos ensinadas e ficar quietas e não correr atrás do que desejamos, seja por razões biológicas, já que somos menos agressivas (em média) que os homens, o fato é que somos um grupo mais silencioso e ausente da vida pública.Se algum local abre dirigido a gays e lésbicas, quem aparece lá nas horas seguintes são os gays, curiosos e aventureiros. Se algum site oferece um produto, os primeiros a comprar são os homens.
Numa reunião de militância sempre comparecem mais gays e eles quase sempre se posicionam com mais veemência do que as mulheres. Transgêneros nascidos XY também, por alguma razão que desconheço, partilham desse espírito mais corajoso e atirado em tudo, colocando a cara para bater (e sofrendo represálias, discriminações e violências) com muito mais frequência do que as mulheres.Por outro lado, o fato de sermos mais discretas como grupo não significa que a gente não exista ou não saiba o que quer. Tanto que criamos o dia da visibilidade lésbica e, em várias cidades brasileiras, a data será comemorada com uma série de eventos interessantes, feitos e dirigidos especialmente para nós. Rio de Janeiro e Porto Alegre, por exemplo, capricharam em programações múltiplas,.
Se você é lésbica ou bissexual, compareça! Vença aquela vontade de ficar em casa aninhada com seu amorzinho e junte-se às mulheres que fazem questão de mostrar à sociedade que existimos e somos bem diferentes dos homens! Se existe uma coisa que as paradas do orgulho conseguiram provar é a importância da visibilidade para obtermos conquistas.Se você estiver em São Paulo no dia 29 de agosto, convido-a para o aniversário da Editora Malagueta, a primeira dirigida a mulheres que amam mulheres.
Por:
29/08 - Dia da Visibilidade Lésbica
Laura Bacellar fala sobre as origens da data e sua importância

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lésbica: categoria em xeque


Há cinco anos, a antropóloga argentina Andrea Lacombe (MN/UFRJ) se debruça sobre as diferentes sociabilidades lésbicas. Em sua dissertação de mestrado, defendida em 2005, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, do Museu Nacional/UFRJ, Lacombe centrou-se na masculinidade de mulheres, isto é, nas práticas performáticas que a princípio seriam pensadas como próprias e particulares dos homens e que, nesses casos, são reapropriadas por mulheres para desenvolver sua apresentação de gênero, sem que por esse motivo deixem de considerar a si mesmas como mulheres. A ser defendida ainda este ano, sua tese de doutorado versará sobre as subjetividades possíveis entre mulheres que têm relações homoeróticas. Em ambas as pesquisas, no entanto, a antropóloga prefere ressaltar que o termo “lésbica” não aparece como modo de auto-definição ou de referência entre suas informantes.
“As mulheres que entrevistei não se sentem representadas com a palavra ‘lésbica’ ou ‘lesbianismo’, por considerá-las fruto do discurso médico e político. Particularmente, penso que este termo não é tão inclusivo quanto outros como ‘entendida’ ou ‘do babado’, comumente usados por elas mesmas por darem um sentido de pertencimento” , diz Lacombe.
Sua crítica não é direcionada somente aos termos semânticos, mas também ao sistema representativo de se fazer política que, segundo a pesquisadora, cria o que ela chama de ‘compartimentos estanques’ (políticas públicas, espaços de sociabilidade, datas especiais) para sujeitos particulares com necessidades específicas. Um exemplo desses ‘compartimentos’ seria o Dia da Visibilidade Lésbica (29 de agosto), criado em 1996, durante o I SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas), como um importante instrumento para pautar o debate sobre os direitos sociais e a cidadania das lésbicas e mulheres bissexuais na sociedade. “É preciso pensar o por quê da necessidade de ter que dar visibilidade a um assunto que supostamente deveria ficar no âmbito do mundo privado”, assinala a antropóloga, na entrevista a seguir.
Pesquisas sugerem que, assim como as outras identidades LGBT, as lésbicas (o L da sigla) têm suas especificidades, não sendo um grupo tão homogêneo o quanto se supõe. Não são iguais umas às outras e muitos sustentam a existência de um L world. De que forma sua pesquisa contempla a multiplicidade de sujeitos existentes dentro dessa identidade?
Primeiramente, eu não falaria em ‘mundo’ senão em ‘mundos’ L. Aliás, até o “L” está sob suspeita, já que no campo da minha pesquisa a palavra lésbica não possui carga semântica, está vazia de significado, não faz parte do contexto discursivo. Tanto na minha pesquisa de campo de mestrado – sobre masculinidades de mulheres – como na de doutorado – sobre os diferentes modos em que mulheres que têm relações homoeróticas vivenciam sua sexualidade –, ambas no Rio de Janeiro, este termo não aparece como modo de auto-definição ou de referência. Entendida, do babado, gay, sapatão, mulher que gosta de mulher são diferentes denominações que expressam uma multiplicidade que, por sua vez, têm algumas características comuns. O interessante é o modo em que estas semelhanças se desenham e alinhavam, ancoradas basicamente na idade e na apresentação de gênero como vetores de aproximação e cruzamento. Com ‘apresentação de gênero’ refiro-me aos marcadores físicos presentes tanto na vestimenta quanto na linguagem corporal, quer dizer, a forma com que essas mulheres se colocam no mundo. Esta convergência entre estilos que pressupõem diferentes subjetividades implica negociações que desenham critérios de normalidade no interior dos grupos e entre eles. Por sua vez, a idade como marcador denota diferentes pautas, centradas basicamente na concepção de intimidade. Neste sentido, os diferentes graus de exposição pública, como os atos de carinho, por exemplo, variam entre as mais jovens e as mais velhas, denotando diferenças no interior da própria homossociabilidade, em consonância com pautas culturais de geração, mais do que particularismos entre hetero e homossociabilidade.
Por esses motivos, acredito que conceber uma homogeneidade amparada sob o guarda-chuvas da palavra lésbica é, para mim, um problema a ser colocado tanto na arena política, quanto na construção categorial e teórica que se afasta do que acontece na cotidianidade das pessoas.
Qual a importância de um dia específico para a visibilidade lésbica?
Primeiramente, é preciso pensar o porquê da necessidade de ter que dar visibilidade a um assunto que supostamente deveria ficar no âmbito do mundo privado. A questão que está por trás deste dia é o imperativo social de tornar público um aspecto da vida privada, com o intuito de defender justamente o direito de exercer, de uma maneira visível, atos da esfera íntima. Esta demanda de tomar conta do próprio corpo coloca a sexualidade como um fator de constituição de determinados indivíduos enquanto sujeitos políticos, a partir de um modo de vivenciar sua sexualidade que não responde às maneiras modelares estruturantes de uma sociedade heteronormativa. Nesse sentido, a fragmentação e os estilhaços em que se decompõe o sujeito político, ao tentar dar conta da diversidade, apagam um fator preponderante: a possibilidade de uma prática sexual além da norma. Isto é, a meu ver, o que realmente deveria ser colocado como reivindicação na arena política. Faço eco à proposta da filósofa espanhola Beatriz Preciado em utilizar a noção ou categoria de multidões como modo de substituir a idéia de minorias sexuais para conseguir estruturar um sujeito politicamente possível, que desatrele a luta política de uma identidade única. Preciado diz que não há uma diferença sexual, mas uma multidão de diferenças, uma diversidade de potenciais de vida que não são ‘representáveis’ justamente por serem ‘monstruosas’. Estas diferenças colocam em xeque tanto os regimes de representação política em si, quanto os sistemas de produção de saber científico dos ‘normais’.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Absurdo: Rozângela Alves Justino - psicóloga anuncia que mudar a orientação sexual de gays

Enquanto batalhamos junto à sociedade pra combater o preconceito e a Homofobia, pessoas como a psicóloga Rozângela Alves Justino anuncia poder mudar a orientação sexual de gays, ABSURDO, barbárie, ridículo.
Fico indignada quando vejo posições como essa na nossa sociedade o que reforça uma série de crimes de natureza homofobica, não é por acaso que a vários anos o Brasil mantém-se, há vários anos, como um país com um dos mais altos índices de assassinatos de natureza homofobica.
Além da violência física, o preconceito e a discriminação contra a população LGBT são responsáveis por restringir-lhes os mais básicos direitos de cidadania, além do direito à livre expressão afetivo-sexual e de identidade de gênero, com forte impacto em suas trajetórias formativas de vida.
A psicóloga Rozângela Alves Justino, 50, faz exatamente o contrário. Formada em 1981 pelo Centro Universitário Celso Lisboa, do Rio de Janeiro, com especialização em psicologia clínica e escolar, considera a homossexualidade um transtorno para o qual oferece terapia de cura. Na semana passada, foi censurada publicamente pelo Conselho Federal de Psicologia (formado, segundo ela, por muitos homossexuais "deliberando em causa própria") e impedida de aceitar pacientes em busca do "tratamento".
Membro e fiel da Igreja Batista chegou a dizer que ouviu um chamado divino num disco de Chico Buarque e compara a militância homossexual ao nazismo. É mole?
Só se deixa fotografar disfarçada, por se sentir ameaçada, e faz uma defesa veemente de suas opiniões.
Em sua entrevista a revista VEJA, apresenta um serie de conceitos equivocados, e deliberadamente fora do contexto, reforçando paradigmas homofobicos e de intolerância, contrariando sua formação acadêmica.

Abaixo segue a entrevista a revista VEJA

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A senhora acha que os homossexuais sofrem de algum distúrbio psicológico?
O Conselho Federal de Psicologia não quer que eu fale sobre isso. Estou amordaçada, não posso me pronunciar. O que posso dizer é que eu acho o mesmo que a Organização Mundial de Saúde. Ela fala que existe a orientação sexual egodistônica, que é aquela em que a preferência sexual da pessoa não está em sintonia com o eu dela. Essa pessoa queria que fosse diferente, e a OMS diz que ela pode procurar tratamento para alterar sua preferência. A OMS diz que a homossexualidade pode ser um transtorno, e eu acredito nisso.

O que é não estar em sintonia com o seu eu, no caso dos homossexuais?
É não estar satisfeito, sentir-se sofrido com o estado homossexual. Normalmente, as pessoas que me procuram para alterar a orientação sexual homossexual são aquelas que estão insatisfeitas. Muitas, depois de uma relação homossexual, sentem-se mal consigo mesmas. Elas podem até sentir alguma forma de prazer no ato sexual, mas depois ficam incomodadas. Aí vão procurar tratamento. Além disso, transtornos sexuais nunca vêm de forma isolada. Muitas pessoas que têm sofrimento sexual também têm um transtorno obsessivo-compulsivo ou um transtorno de preferência sexual, como o sadomasoquismo, em que sentem prazer com uma dor que o outro provoca nelas e que elas provocam no outro. A própria pedofilia, o exibicionismo, o voyeurismo podem vir atrelados ao homossexualismo. E têm tratamento. Quando utilizamos as técnicas para minimizar esses problemas, a questão homossexual fica mínima, acaba regredindo

Há estudos que mostram que ser gay não é escolha, é uma questão constitutiva da sexualidade. A senhora acha mesmo possível mudar essa condição?
Cada um faz a mudança que deseja na sua vida. Não sou eu a responsável pela mudança. Conheço pessoas que deixaram as práticas homossexuais. E isso lhes trouxe conforto. Conheço gente que também perdeu a atração homossexual. Essa atração foi se minimizando ao longo dos anos. Essas pessoas deixaram de sentir o desejo por intermédio da psicoterapia e por outros meios também. A motivação é o principal fator para mudar o que quiser na vida.

A senhora é heterossexual?
Sou.

Pela sua lógica, seria razoável dizer que, se a senhora quisesse virar homossexual, poderia fazê-lo.
Eu não tenho essa vivência. O que eu observei ao longo destes vinte anos de trabalho foram pessoas que estavam motivadas a deixar a homossexualidade e deixaram. Eu conheço gente que mudou a orientação sem nem precisar de psicólogo. Elas procuraram grupos de ajuda e amigos e conseguiram deixar o comportamento indesejado. Mas, sem dúvida, quem conta com um profissional da área de psicologia tem um conforto maior. Eu sempre digo que é um mimo você ter um psicólogo para ajudá-lo a fazer essa revisão de vida. As pessoas se sentem muito aliviadas.
Esse alívio não seria maior se a senhora as ajudasse a aceitar sua condição sexual? Esse discurso está por aí, mas não faz parte do grupo de pessoas que eu atendo. Normalmente, elas vêm com um pedido de mudança de vida.

Se um homem entrar no seu consultório e disser que sabe que é gay, sente desejo por outros homens, só precisa de ajuda para assumir perante a família e os amigos, a senhora vai ajudá-lo?
Ele não vai me procurar. Eu escolho os pacientes que vou atender de acordo com minhas possibilidades. Então, um caso como esse, eu encaminharia a outros colegas.

Não é cruel achar que os gays têm alguma coisa errada?
O que eu acho cruel é ser uma profissional que quer ajudar e ser amordaçada, não poder acolher as pessoas que vêm com uma queixa e com um desejo de mudança. Isso é crueldade. Eu estou me sentindo discriminada. Há diversos abaixo-assinados de muitas pessoas que acham que eu preciso continuar a atender quem voluntariamente deseja deixar a atração pelo mesmo sexo.

Por que a senhora acha que o Conselho Federal de Psicologia está errado e a senhora está certa?
Há no conselho muitos homossexuais, e eles estão deliberando em causa própria. O conselho não é do agrado de todos os profissionais. Amanhã ele muda. Eu mesma posso me candidatar e ser presidente do Conselho de Psicologia. Além disso, esse conselho fez aliança com um movimento politicamente organizado que busca a heterodestruição e a desconstrução social através do movimento feminista e do movimento pró-homossexualista, formados por pessoas que trabalham contra as normas e os valores sociais.

Gays existem desde que o mundo é mundo. Aparecem em todas as civilizações. Isso não indica que é um comportamento inerente a uma parcela da humanidade e não deve ser objeto de preconceito?
Olha, eu também estou sendo discriminada. Estou sofrendo preconceito. Será que não precisaria haver mais aceitação da minha pessoa? Há discriminação contra todos. Em 2002, fiz uma pesquisa para verificar as violências que as pessoas costumam sofrer, e o segundo maior número de respostas foi para discriminação e preconceito. As pessoas são discriminadas porque têm cabelo pixaim, porque são negras, porque são gordas. Você nunca foi discriminada?

Não como os gays são. Não? Nunca ninguém a chamou de nariguda? De dentuça? De magrela? O que quero dizer é que as pessoas que estão homossexuais sofrem discriminação como todas as outras. Eu tenho trabalhado pelos que estão homossexuais. Estar homossexual é um estado. As pessoas são mulheres, são homens, e algumas estão homossexuais.

Isso não é discriminação contra os que são homossexuais e gostam de ser assim?
Isso é o que você está dizendo, não é o que a ciência diz. Não há tratados científicos que digam que eles existem. Eu não rotulo as pessoas, não chamo ninguém de neurótico, de esquizofrênico. Digo que estão esquizofrênicos, que estão depressivos. A homossexualidade é algo que pode passar. Há um livro do autor Claudemiro Soares que mostra que muitas pessoas famosas acreditam que é possível mudar a sexualidade. Entre eles Marta Suplicy, Luiz Mott e até Michel Foucault, todos historicamente ligados à militância gay.

Quantas pessoas a senhora já ajudou a mudar de orientação sexual?
Nunca me preocupei com isso. Psicólogo não está preocupado com números. Eu vou fazer isso a partir de agora. Vou procurar a academia novamente. Vou fazer mestrado e doutorado. Até hoje, eu só me preocupei em acolher pessoas.

O que a senhora faria se tivesse um filho gay?
Eu não teria um filho homossexual. Eu teria um filho. Eu iria escutá-lo e tentaria entender o que aconteceu com ele. Os pais devem orientar os filhos segundo seus conceitos. É um direito dos pais. Olha, eu quero dizer que geralmente as pessoas que vivenciam a homossexualidade gostam muito de mim. E também quero dizer que não sou só eu que defendo essa tese. Apenas estou sendo protagonista neste momento da história.

A senhora se considera uma visionária?
Não. Eu sou uma pessoa comum, talvez a mais simplesinha. Não tenho nenhum desejo de ficar famosa. Nunca almejei ir para a mídia, ser artista, ser fotografada.

A senhora já declarou que a maior parte dos homossexuais é assim porque foi abusada na infância. Em que a senhora se baseou?
É fato que a maioria dos meus pacientes que vivenciam a homossexualidade foi abusada, sim. Enquanto nós conversamos aqui, milhares de crianças são abusadas sexualmente. Os estudos mostram que os abusos, especialmente entre os meninos, são muito comuns. Aquelas brincadeiras entre meninos também podem ser consideradas abusos. O que vemos é que o sadomasoquismo começa aí, porque o menino acaba se acostumando àquelas dores. O homossexualismo também.

A senhora é evangélica. Sua religião não entra em atrito com sua profissão?
Não. Sou evangélica desde 1983. Nos anos 70, aconteceu algo muito estranho na minha vida. Eu comprei um disco do Chico Buarque. De um lado estavam as músicas normais dele. Do outro, em vez de tocar Carolina, vinha um chamamento. Eram todas canções evangélicas. Falavam da criação de Deus e do chamamento da ovelha perdida. Fui tentar trocar o LP e, na loja, vi que todos os discos estavam certinhos, menos o meu. Fiquei pensando se Deus estava falando comigo.

O espírito cristão não requer que os discriminados sejam tratados com maior compreensão ainda?
Se eu não amasse as pessoas que estão homossexuais, jamais trabalharia com elas. Até mesmo os ativistas do movimento pró-homossexualismo reconhecem o meu amor por eles. Sempre os tratei muito bem. Sempre os cumprimentei. Na verdade, eles me admiram.

Por que a senhora se disfarça para ser fotografada?
Um dos motivos é que eu não quero entrar no meu prédio e ter o porteiro e os vizinhos achando que eu tenho algum problema ligado à sexualidade. Além disso, quero ser discreta para proteger a privacidade dos meus pacientes. Por fim, há ativistas que têm muita raiva de mim. Eu recebo vários xingamentos; eles me chamam de velha, feia, demente, idiota. Trabalho num clima de medo, clandestinamente, porque sou muito ameaçada. Aliás, estou fazendo esta entrevista e nem sei se você não está a serviço dos ativistas pró-homossexualimo. Eu estou correndo risco.

Que poder exatamente a senhora atribui a esses ativistas pró-homossexualismo?
O ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Escrevi um artigo em que mostro que os dois movimentos têm coisas em comum. Todos os movimentos de desconstrução social estudaram o nazismo profundamente, porque compartilham um ideal de domínio político e econômico mundial. As políticas públicas pró-homossexualismo querem, por exemplo, criar uma nova raça e eliminar pessoas. Por que hoje um ovo de tartaruga vale mais do que um embrião humano? Por que se fala tanto em leis para assassinar crianças dentro do ventre da mãe? Porque existe uma política de controle de população que tem por objetivo eliminar uma parte significativa da nação brasileira. Quanto mais práticas de liberação sexual, mais doenças sexualmente transmissíveis e mais gente morrendo. Essas políticas públicas todas acabam contribuindo para o extermínio da população. Essas pessoas que estão homossexuais estão ligadas a todo um poder nazista de controle mundial.

Não há certo exagero em comparar a militância homossexual ao nazismo?
Bom, se você acha que isso pode me prejudicar, então tire da entrevista. Mas é a realidade.

sábado, 18 de julho de 2009

A quem você ja revelou sua orientação sexual?

Criamos uma enquete no blog sobre: A quem você ja revelou sua orientação sexual?
Por que acreditamos na importância de se pensar no tema da revelação a cerca da orientação, já que divulgar e conversar, faz parte do processo interno de aceitação das pessoas, o que pode ser considerado, uma forma de quebra dos preconceitos a respeito da "escolha" - "opção "- pra que as pessoas percebam que ninguém escolhe simplesmente passar sua vida inteira quebrando barreiras.
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Informar também é conscientizar!
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Também acredito ser importante levantar a quantidade de pessoas heteros que vêm visitando o blog, contribuindo para a publicização dessas informações.
A data de encerramento da enquete está para o dia 24 de Agosto. Então não deixem de participar, já!
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Um forte abraço a todos e a todas
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Larissa Eller

segunda-feira, 13 de julho de 2009

OU SOMOS MILITANTES, OU PODEMOS SER O PRÓXIMO AGREDIDO!

Estive pensando nos últimos casos de Crimes Homofóbicos, na enxurrada de e-mail que recebo de bandeiras do movimento, e o que vem me chamando a atenção na verdade é a importância da aceitação das famílias no Combate a Homofobia – tudo é muito mais simples quando além do apoio dos amigos, colegas de trabalho; conseguimos desenvolver uma boa relação familiar, é claro que sempre enfrentamos uma série de barreiras quando o tema Família entra em debate, entretanto, precisamos estar preparados.


Precisamos nos impor dentro das nossas casas, assim como fazemos nas ruas, contudo cada caso é um caso, não pense que com isso quero dizer: Gritem pros seus pais, tios, avos que são gays e ponto final. Não é nada disso, mais cada um precisa dentro dos seus limites, estabelecer rupturas, rupturas essas que podem ser gradativas, mas é preciso quebrar essas barreiras em casa, sim! Afinal de contas, um desses Crimes Homofobicos, agressões físicas ou morais, para outra pessoa da comunidade LGBT pode sair de casas onde já existem um ou mais membros.


Existem famílias que aceitam com naturalidade a orientação sexual, outras contamos com apoio de alguns membros, irmãos, tios, enfim. Precisamos mesmo que sem gritar pros quatro cantos do mundo, o que seria o ideal estabelecer certos limites de respeito mutuo, afinal de contas, quem nunca ouviu de um familiar um comentário do tipo “seu amigo é molinha, né?”, ou mesmo, “que menina moleque macho é aquela que você anda” - para aqueles que não se assumem é tentar recuperar a compostura e não gaguejar, tampouco deixar alimentar esse tipo de comentários dentro da sua casa.


O ideal seria que cada um de nós gritasse aos quatro cantos, sem medo, mais compreendo o limite de cada um, e mesmo aqueles que não são militantes do movimento LGBT – devem, sim! Contribuir para diminuir o preconceito, já que a próxima vitima de agressão seja ela física ou não, pode ser você.

terça-feira, 7 de julho de 2009

MEC aceita união estável gay como critério para o ProUni

Em medida inédita, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) permitiu na última terça-feira (20/01) que um contrato de união estável gay servisse de comprovação de renda familiar para participação no ProUni, programa que libera bolsas de estudo a estudantes que não podem pagar um curso. Em nota oficial, o MEC explicou os critérios utilizados. "Esclarecemos que o grupo familiar formado por pessoas de mesmo sexo em união estável homoafetiva pode ser considerado para fins da comprovação da renda familiar per capita necessária à obtenção de bolsas concedidas no âmbito do ProUni, sem prejuízo dos demais critérios do programa". De acordo com o MEC, para confirmar a união estável homoafetiva, o candidato deve apresentar declaração assinada em cartório.
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Fonte: A CapaPublicado em 28/01/2009

domingo, 28 de junho de 2009

28 de Junho- 40 anos na luta contra Homofobia.



Neste domingo, completa 40 anos desde que os gays de Nova York - resolveram sair do armário e rebelar-se ao preconceito sofrido, onde um grupo de homossexuais enfrentou pela primeira vez a polícia defendendo seus direitos, no Bar nova-iorquino Stonewall.




Esta data deve ser visto não apenas como ponto inicial de uma serie de lutas pelos direitos LGBT's, mais também como marco na quebra dos paradigmas.




O que veio a ser conhecido como a Rebelião de Stonewall. Stonewall era (e ainda é) um bar de frequência LGBT que sofria repetidas batidas policiais sem justificativa. Naquele dia, os frequentadores se revoltaram contra a polícia e o tumulto que se seguiu durou três dias, mudando para sempre as atitudes repressivas das autoridades perante as pessoas LGBT e dando início à luta pela igualdade de direitos de LGBT.




ENTÃO VAMOS A LUTA, COMPANHEIROS(as)!!!





Celebremos a Diversidade!
Pela igualdade aos povos!
Pela garantia dos Direitos LGBT’S!
E principalmente pela vida!






quarta-feira, 17 de junho de 2009

Parada Gay de São Paulo acabou sendo palco de intolerância, barbárie e violência


O que deveria ser um momento de Politização e de Combate a Homofobia acabou sendo palco de intolerância, barbárie e violência.Assim foi a 13º Parada do Orgulho Gay de São Paulo que aconteceu esse final de semana, a estimativa da organização era atrair cerca de 3,5 milhões de pessoas, entretanto, não houve uma divulgação do número total de participantes.

Contudo os dados registrados dos índices de violência são alarmantes, o que deveria ser um ato de repercussão Mundial no Combate a Homofobia e todas as formas de preconceito, foi palco de barbárie e violência, é necessário que tomemos consciência de que um ato como esse que deveria fortalecer o movimento só o enfraquece. Já que diferente do que é o carnaval, a Parada Gay muito mais que diversão é um ato de Conscientização, entretanto, ela deve ter seu caráter lúdico, sim. Mais esse não pode sobrepor ao político.

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Pra ver a materia na integra, acesse o Oxente Salvador:


domingo, 14 de junho de 2009

Tico-tico-no fubá: Doze de junho não tem pra onde correr é o dia de definir.

Todas as relações sejam elas quais forem, passaram esse final de semana, pelo dia D, afinal de contas, quem resiste a uma oferta? Promoções cheias de corações? Floricultura, jantarzinho?Quando chega esse dia é necessário uma definição ou namora ou não namora, ou adere ao pacote presentinho-jantar-motel ou se faz de desentendido.
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Para aqueles que tem duas ou três relações simultâneas, é hora de definir qual leva o pacote e o status assumido definitivo - afinal de contas, não vai ser possível está em mais de um lugar ao mesmo tempo.
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Se você optou por passar a dois, assuma aquela relação com orgulho, afinal de contas, que mal pode haver em ter uma companhia legal pra passar os dias?Pros solteiros que resolveram ir as ruas as opções são pistão-baladinha, programinha com os amigos (é claro que esse pacote só leva os solteiros), pros que ficaram em casa as opções foram aquele velho Lexotan, filme e cama - a espera do sábado, já que esse você pode ir pra balada sem se preocupar se vai estar ou não acompanhado.
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E você, onde finalizou sua noite do tão esperado Dia dos Namorados?


Quer ver um pouco mais, acesse o Oxente Salvador:
http://www.oxentesalvador.com.br/motix/pt_br/cena-gls/mona-mu/Tico-tico-fuba,04fa5107-96a8-41d8-afa1-5bd25c938d7c.html

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Nova Ordem Sexual

Uma porrada em mim mesmo a cerca da reportagem anterior.


Por Larissa Eller
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Os bissexuais são aqueles que tecnicamente são definidos por se relacionar sexualmente com indiduos de ambos os sexos. Entretanto, esses sofrem preconceito de ambos os lados, primeiro dos heterossexuais que os definem “os porras-loucas”, não sabem o que quer, confusos, até mesmo o considerando aquele que pula o muro a qualquer momento. Do outro lado, os gays também consideram que pode ser uma lésbica ou gay enrustido, incapaz de assumir sua real vocação.
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Entretanto, sabemos que existem aqueles que são os Bissexuais convicto, muito bem resolvido, e aqueles que não são definidos nem pra si mesmo, contudo, se esses já avançam, assumindo de alguma forma pra si e para a sociedade, deixe-o ser feliz, já que para alguns é mais fácil assumir a Bissexualidade, que assim seja, já que é bem melhor do que ficar se escondendo atrás de uma falsa heterossexualidade, não é verdade?
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Vivemos numa nova ordem sexual, um crescente numero de mulheres que assumem a vida sem parceiros fixos e fogem do modelo familiar tradicional, gordinho tiram a camisa, heterossexual se livram do preconceito e freqüentam ambientes gays, é claro que às vezes é difícil, mais precisamos continuar a quebrar os paradigmas estabelecidos.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Por que as famosas assumem apenas a Bissexualidade?

Há alguns anos, muitas atrizes e cantoras famosas, passaram a assumir sua Bissexualidade, o que era amplamente escondido, passou a ser capa de revistas e jornais , dando furos jornalísticos a imprensa.
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Umas já assumiram inclusive que namoram com outra mulher ou já deram declarações falando que já se envolveram ao menos uma vez com pessoas do mesmo sexo. Outras chegaram até a se separar do marido para levar adiante um romance com uma mulher.
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Poderiamos citar a Ana Carolina que foi capa da revista 'Veja' em 20005 com a declaração "Sou bi, e daí?". Ela revelou que começou a gostar de meninas com 16 anos e que sua mãe ficou reticente ao receber a notícia na época.
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A atriz Angelina Jolie teve durante dez anos um romance com a modelo Jenny Shimizu, mas diz que desde que conheceu seu atual marido, Brad Pitt, abandonou as mulheres. "Nunca escondi minha bissexualidade", disse ela à revista "Public".
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Julia Paes, ex-namorada de Thammy Miranda, com quem chegou a fazer um filme pornô, fez sucesso com o público masculino depois de assumir sua bissexualidade. "Não gosto que me definam lésbica", declarou Julia.
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A atriz e modelo Megan Fox, estrela do filme "Transformers", disse recentemente à revista "Esquire" que acha os homens sujos e que não tem problema em ser bissexual. Atualmente, ela namora com o ator Brian Austin, mas revela que já teve relações com outras mulheres.
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A atriz global Cláudia Jimenez foi casada durante dez anos com a personal trainer Stella Torreão, mas depois engatou um romance com o também ator global Rodrigo Phavanello.
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A atriz do seriado "Sex and The City", Cynthia Nixon, revelou há poucas semanas que vai se casar com a namorada Christine Marinoni. Nixon assumiu o relacionamento assim que se separou de Danny Mozes. Juntas desde 2003, as duas noivaram em abril.
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A cantora Lady Gaga falou para a revista 'HX' sobre sua bissexualidade. "Eu sou muito louca. Amo homens, amo mulheres e adoro sexo, mas atualmente estou envolvida com meu trabalho".
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Em 2008, a atriz Lindsay Lohan assumiu seu relacionamento com a DJ Samantha Ronson. "Só quero ter um ano feliz e saudável, continuar no caminho que estou e estar com a pessoa que eu gosto. E minha família".
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Em abril deste ano, a cantora Marina Lima declarou à revista "Junior" que está procurando uma pessoa que seja madura e mais velha, sem se importar se é homem ou mulher. Ela esteve envolvida em polêmicas sobre um relacionamento com Gal Costa.
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Isso sem falar naquelas que não assumiram e apenas apareceram na mídia com supostos relacionamentos,mas sem confirmar em qualquer declaração, preferindo sair pela tangente.
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Entretanto, por que as famosas assumem apenas a Bissexualidade? Acredito que essa pode ser uma válvula de escape, já que se definir enquanto lésbica, talvez no imaginário popular bem como para essas famosas ainda é muito mais difícil e leva consigo diversos rótulos.
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Então, a maioria prefere cair no conceito do modismo, ou mesmo da brincadeira, mais francamente, assumirem uma relação com outra mulher e engatarem como sua real preferência, ainda está muito longe de ser a postura dessa maioria.
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Ser ativista dos direitos LGBT's, francamente, está muito longe de ser a realidade. Então para nós como fica a dificil tarefa de criar referências que possam brigar pelos nossos direitos?
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O que ocorre ainda são algumas ações individuais, ou como bem citou o Site Oxente Salvador " É triste notar que pessoas importantes no meio gay, só se importam com sua projeção pessoal: sejam em cima de um trio na Parada Gay, para mostrar apenas para as tevês sua preocupação com as questões homossexuais, políticos que aproveitam certos momentos a fim de angariar novos votos ou ainda personalidades instantâneas, oriundas dos “shows de realidade” da Rede Globo. No final de tudo, são todos mais um monte de frutas podres desse enorme saco de egocentrismo e demagogia barata que povoa a sociedade LGBT, principalmente em Salvador"

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*Algumas fontes extraídas do Yahoo -noticias.
E do Site Oxente Salvador

domingo, 17 de maio de 2009

17 de maio - Dia Internacional de Combate a Homofobia.

Na semana em que seria o Dia Internacional do combate a Homofobia, eu participei de uma rodada de entrevista, quem quiser vê-las é só acessaro Oxente Salvador, o endereço é:
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O Dia 17 de maio foi escolhido como o Dia Internacional de Combate a Homofobia, por ter sido a data em que a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais, a partir daí, vários grupos se utilizaram à data para fazerem protestos e intervenções políticas, tomando como base a luta da comunidade LGBT, pela garantia de direitos iguais, e do fim do preconceito e violência. Há muitos anos o Brasil ostenta o índice de ser o país campeão de assassinatos a Homossexuais, seguido pelo México e Estados Unidos, só no ano passado foram 190 casos de assassinatos.
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Ainda mais agravante é o local de destaque do nordeste, a região mais homofóbica.É assustador como a maior parte dos crimes envolvem jovens, segundo o GGB 13% das vitimas, possuíam idade inferior aos 21 anos.
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É necessário que façamos uma campanha de conscientização social que envolva principalmente a juventude no Combate a Homofobia e a toda as formas de preconceito e violência.No âmbito internacional, somente 67 países assinaram a declaração relativa aos direitos do homem e à orientação sexual e à identidade de gênero apresentada ano passado na Assembléia geral da ONU por iniciativa da França e da Holanda. – O Vaticano não quis assiná-la.
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Entretanto, sabemos que a assinatura ainda não garantiu direitos plenos a comunidade, é necessário fazermos um trabalho ainda maior de conscientização.
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No Brasil, o Projeto de Lei 122/2006, que se for aprovado, vai ser fundamental para conquista da cidadania plena da comunidade LGBT, entretanto, o mesmo apresenta algumas lacunas, mas pode ser considerado um avanço, já que coloca a comunidade LGBT no centro das discussões, já que a maior parte das vezes sempre assumiu um papel marginalizado.

sábado, 9 de maio de 2009

O Projeto de Lei 122/2006 (da chamada Lei da Homofobia),

O Projeto de Lei 122/2006 (da chamada Lei da Homofobia), que se for aprovado, vai ser fundamental para conquista da cidadania plena da comunidade LGBT, está para ser votado a qualquer momento. www.senado.gov. br prontinho para ser votado. Ligue agora mesmo para o Senado Federal (0800 61 22 11 ligação gratuita) (pode ligar de celular) e peça aos(as) senadores(as) de seu estado e os demais para votarem a favor este Projeto PLC 122 /2006 que visa a diminui a discriminação contra a comunidade LGBT. A telefonista vai pedir-lhe seu nome completo, CPF e CEP de sua residência.
Estes dados são para evitar que mesma pessoa ligue diversas vezes. Ligue. É seguro. Caso não se lembra quais são os senadores de seu estado, não se preocupe, pois a telefonista irá informar-lhe. Entre no site do Senado: www.senado.gov. br e peça aos Senadores para estarem atentos a este Projeto de Lei. É fundamental você fazer sua parte. Se você ligar, mande um email para tonidavid@avalon. sul.com e dacordoproximo@yahoo.com. br confirmando sua ação.
Vamos fazer a lista das pessoas responsáveis pela aprovação a lei que criminaliza a homofobia.
Vamos colaborar por um Brasil sem Homofobia. ESSA É A HORA !
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Larissa Eller
Coordenadora do Núcleo LGBT PSol/Ba.
MES - PSOL
meus orkut(s):

Larissa Eller__- No PSol, no MES, no LGBT e na luta Socialista, sempre!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

190 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2008.

O número de assassinatos de homossexuais aumentou 55% em 2008 em relação ao ano anterior, revela a pesquisa anual sobre crimes com motivação homofobica divulgada na terça-feira, 14, na capital baiana pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) a mais antiga entidade do gênero, considerada de utilidade pública do país.
Foram 190 homossexuais mortos no ano passado, uma média de um assassinato a cada dois dias. Desse total, o GGB identificou entre as vítimas 64% gays, 32% travestis e 4% lésbicas. O estado que lidera a estatística é Pernambuco com 27 assassinatos em 2008, seguido da Bahia com 25, São Paulo com 18 e Rio de Janeiro com 12. Os números continuam crescendo: em 2009, já foram documentados 48 homossexuais assassinados.
Além disso Sergipe é considerado o estado que ofereceu “maior risco de morte para travestis e gays em termos relativos, pois contando com aproximadamente 2 milhões de habitantes, registrou 11 homicídios, enquanto Minas Gerais, dez vezes mais populoso (20 milhões), teve 8 gays assassinados” , assinala o relatório.
O Nordeste continua sendo a região mais homofóbica. Conforme a pesquisa, abriga 30% da população brasileira e registrou 48% dos homossexuais assassinados. No Sudeste/Sul ocorreram 28% dos casos, seguido do Centro Oeste com 14% e Norte com 10% dos homicídios. De acordo com o GGB, o risco de um homossexual nordestino ser a próxima vítima é 84% mais elevado do que no sul/sudeste.
O levantamento revelou ainda que 13% das vítimas tinham menos de 21 anos de idade e entre os mortos estão “travestis profissionais do sexo, cabeleireiros, professores e ambulantes”. Os gays são mais frequentemente assassinados dentro da própria casa, geralmente a facadas ou estrangulados. Já os travestis são executadas na rua, a tiros. O perfil dos criminosos é descrito da seguinte forma pelo relatório: “80% são desconhecidos, predominando garotos de programa, vigilantes noturnos, 65% menores de 21 anos”.
Conforme o GGB, o Brasil foi o campeão mundial de crimes homofóbicos no ano passado com os 190 homicídios, seguido do México com 35 e Estados Unidos com 25. Para tentar diminuir os casos no país, o GGB realiza campanhas de esclarecimento junto aos homossexuais, chegando a produzir e distribuir um manual "Gay vivo não dorme com o inimigo". No entanto, somente a cartilha se mostrou insuficiente.
Os ativistas cobram da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República implementar imediatamente as deliberações do Programa Brasil Sem Homofobia e da 1ª Conferencia Nacional Gays Lésbicas Bissexuais e Transsexuais. Do contrário ameaçam enviar denúncia contra o Governo Brasileiro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas (ONU), “pelo crime de prevaricação e lesa humanidade contra os homossexuais” , diz uma nota distribuída pela entidade nesta terça.
Entre as reivindicações do GGB está a divulgação de outdoors em todos os Estados com mensagem contra assassinato de homossexuais.
O antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB explicou que a contagem dos assassinatos é feita através de notícias sobre os crimes publicadas nos jornais e sites brasileiros de noticias. Por essa razão, acredita que “o número verdadeiro das mortes deve ser muito maior”.
Ele lamenta que não existem estatísticas governamentais sobre crimes de ódio no Brasil. “Este Relatório de Assassinatos de Homossexuais no Brasil - 2008, embora certamente incompleto e lacunoso, é o principal documento mundial sobre crimes homofóbicos, seus dados são creditados e citados pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos e pelo Departamento de Estado dos EUA”, disse.
O levantamento anual começou a ser realizado a partir de 1980. De lá até o ano passado foram documentados 2.998 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil, concentrando- se 18% na década de 80, 45% nos anos 90 e 35% (1168 casos) a partir de 2000. "Este ano a violência homofóbica está ainda mais preocupante” disse Mott, apontando que no México são assassinados em média 35 homossexuais por ano, 25 nos Estados Unidos (com 100 milhões de habitantes a mais), 15 no Peru, 4 na Argentina, nenhum homicídio homofóbico no Chile. Ele classificou o conjunto de crimes como um verdadeiro “homocausto".
Essa curva continua ascendente no Brasil, ponderá Mott “apesar do aumento das paradas gays, da eleição de cinco vereadores assumidamente homossexuais ou transexuais, e do governo Lula ter instituído o Programa Brasil Sem Homofobia, a violência anti-homossexual” . O que chama atenção nos casos é que 80% dos crimes tem "autor desconhecido", ou por terem sido praticados altas horas da noite, em locais ermos, “ou pela omissão das testemunhas, que devido ao preconceito
anti-homossexual, não querem se envolver com vítimas tão desprezíveis”.
A metade dos criminosos praticaram latrocínio, roubando eletros-domésticos e o carro da vítima. “Também chocante é a predominância de assassinos bastante jovens: 65% dos homicidas de gays e travestis tinham menos de 21 anos, o mais jovem apenas com 13 anos, geralmente agindo em grupo”, assinala Mott. “É uma falha principalmente da escola. Essa juventude se torna agressiva pela falta de uma educação sem homofobia, que incorpore o respeito aos direitos dos homossexuais em sua metodologia de ensino," disse outro ativista Deco Ribeiro, do Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados.
Conforme o GGB “dos 20% de criminosos identificados, menos de 10% chegam a ser detidos e julgados, e mesmos estes, alegando legítima defesa da honra, são beneficiados com penas leves ou injustamente absolvidos. Entre os assassinos de GLTB em 2008 predominaram os garotos de programa, vigilantes, pedreiros”. A impunidade seria uma das causas do aumento dos crimes homofobicos.
Luiz Mott cobrou soluções imediatas dos crimes contra homossexuais. Denunciou também a execução de 13 gays em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, nos últimos 14 meses. Segundo ele, “crimes hediondos que foram escondidos pela Secretaria de Segurança Pública e Polícia Civil de São Paulo, até hoje sem prisão dos homicidas”.
FONTE: Biaggio Talento, da Agência A TARDE On Line.
14/04/2009 às 23:20

Governador de Nova York quer legalizar o casamento entre homossexuais

Ter, 14 Abr, 08h40

Nova York, 14 abr (EFE).-

O governador de Nova York, David Paterson, proporá esta semana ao Senado estadual a legalização do casamento entre homossexuais, com a intenção de que o estado se transforme no quinto nos Estados Unidos a reconhecer esse tipo de união, informou a imprensa local.

"Paterson anunciará na quinta-feira os planos de impulsionar uma lei que legalize os casamentos entre pessoas do mesmo sexo", afirmou hoje a edição digital do "The New York Times" sem identificar as fontes.
O político democrata adiantou seus planos depois que o estado vizinho de Vermont autorizou a união entre pessoas do mesmo sexo na semana passada.
O jornal "The New York Post", que cita fontes legislativas do estado, acrescentou que a proposta retoma outra similar apresentada em 2007 e que acabou fracassando.Segundo o periódico, a medida não conta com respaldo suficiente no Senado estadual, apesar da maioria democrata na Casa.
A iniciativa "quer dizer que se trata de uma prioridade para o governador", afirmou ao jornal o senador democrata Thomas Duane, um dos maiores defensores no Senado estadual da legalização deste tipo de união. Duane, o único membro da Câmara que assumiu ser homossexual, revelou ao jornal que tinha sido convidado ao ato de apresentação da lei na quinta-feira. EFE

Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/s/14042009/40/entretenimento-governador-n-york-quer-legalizar.html

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Estudante sofre ataque homofóbico

Estudante sofre ataque homofóbico

Agressão contra aluno do curso de Ciências Sociais, provavelmente praticada por grupo skinhead, mobiliza estudantes e entidades sociais. Rapaz terá de passar por cirurgia facial
Publicado em 31/03/2009 Marcos Xavier Vicente
Um aluno do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi brutalmente espancado no último dia 23, por volta das 18 horas, na região do Alto da XV. O estudante foi agredido com socos, pontapés e pedradas por um grupo de aproximadamente dez homens de cabelos raspados, vestindo suspensórios e calçando botas – o que indicaria serem skinheads de orientação neonazista. Com duas fraturas no maxilar, o rapaz – que prestou queixa à polícia e fez exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) – terá que passar por uma cirurgia facial.
O caso chocou os estudantes de Ciências Sociais, que estão mobilizando alunos de outros cursos, bem como entidades sociais, para um protesto semana que vem contra a homofobia. Na semana passada, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) puniu um aluno do curso de Engenharia que agrediu física e verbalmente um estudante de Artes Visuais por suposta motivação homofóbica. O agressor, cujo nome não foi divulgado, foi expulso do alojamento estudantil.
Denúncia é importante
Movimentos de defesa dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e travestis (GBLT) farão no próximo mês uma campanha para conscientizar as vítimas de agressões sobre a importância de denunciar os casos à polícia. De acordo com o presidente do Centro Paranaense de Cidadania (Cepac), Igo Martini, a maioria das ocorrências deixa de ser registrada pelo medo das vítimas. “Além dos skinheads, são constantes os casos de jovens que de dentro de carros em movimento jogam pedras, ovos ou bolas de borracha contra travestis nas ruas, por exemplo”, cita Martini.
Sem denúncias, aponta o presidente do Cepac, não há como cobrar soluções do poder público. “A polícia não tem como investigar os casos se não houver denúncia.” Portanto, a orientação é de que primeiro o agredido procure o Centro de Referência João Antônio Mascarenhas, de apoio a homossexuais e travestis vítimas de violência e discriminação, que vai indicar um advogado para acompanhá-lo à delegacia. O promotor de Justiça Marcos Fowler, coordenador do Centro Operacional das Promotorias de Direitos Constitucionais do Ministério Público, ressalta que sem as denúncias não há como planejar uma ação coordenada de segurança para este público. “Inclusive por causa desta falta de denúncia muitos agressores são reincidentes, pois se sentem impunes”, aponta o promotor.
Fonte: Vida e Cidadania
Segunda-feira, 30/03/2009
Valterci Santos/Gazeta do Povo

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O fechamento de mais uma década de cultura GLS.

O fechamento de mais uma década de cultura GLS.
Há mais de três décadas, o Beco dos Artistas é local de manifestação cultural, circulação e interação da comunidade LGBT’s, em meio ao centro de Salvador, com inúmeros bares, restaurante e boate o Beco é sem sombra de dúvidas um dos espaços mais democráticos do cenário GLS da cidade e vêm resistindo ao longo das décadas,(ao que?) a especulação imobiliária, está localizado num bairro nobre, ao preconceito que os guetos sofrem nas metrópoles quando inseridos em bairro residências, principalmente em Salvador onde o que se visualiza é a homofobia em grande escala já que a cidade é uma das campeãs em assassinatos motivados pelo preconceito. Porém com o fechamento do principal bar, o Bar Camarim, o Beco dos Artistas sofrerá um grande golpe que poderá ser mortal, acabando-se assim um espaço construído historicamente em meio a muita resistência e luta da comunidade LGBT’s. Ele jamais será o mesmo.
Anunciado na quarta-feira (11/02), o imóvel, que é alugado, não terá o seu contrato renovado. Segundo Jean Wyllys, no jornal Correio, do dia 06/02/2009, o espaço foi vendido para o Banco do Brasil e este transformará toda á área em estacionamento.
O Beco dos Artistas que foi palco de uma história de resistência, em meio ao centro de Salvador, deverá tomar um novo rumo após o fechamento do seu carro chefe e precisamos estar atentos a isso.
Em meio a essa conjuntura crítica que se apresenta, a comunidade LGBT’s através dos seus movimentos sociais organizados deverá se posicionar e intervir organizadamente para abrir o diálogo na seguinte perspectiva: O espaço tem uma característica histórica que não pode ser demolida. Para isso é necessário sensibilizar os meios de comunicação, as autoridades e a comunidade em geral e reivindicar a continuidade do Beco dos Artistas com todas suas opções culturais.

Segurança reprime beijo entre homens no Shopping Iguatemi

Segurança reprime beijo entre homens no Shopping Iguatemi




Os jovens Ronney Argolo e Leonardo Melo, na segunda-feira dia (09/02) foram vítimas de homofobia por parte de um segurança do Shopping Iguatemi. Após se beijarem, os garotos foram abordados pelo segurança de prenome Itamar que afirmou que a conduta dos namorados era inconveniente, e que não era permitida pela direção do shopping, declarou também que as famílias que passavam poderiam ficar constrangidas, determinando que se retirassem.
Os garotos ambos de 22 anos prestaram a denúncia na 16ª CP (Pituba), e será investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE). A justificava apresentada pela direção do Iguatemi é de que as carícias entre os jovens constrangeram clientes. Entretanto, sabemos que é um direito constitucional manifestação pública de afeto. Em nota ao jornal A TARDE, o Iguatemi diz que "a interferência deveu-se à manifestação de clientes que sentiram-se constrangidos pelas carícias em público". O shopping nega qualquer atitude preconceituosa com os clientes. "Prezamos pela boa conduta e orientamos nossa equipe a proceder de maneira igualitária", afirma na nota o superintendente do Iguatemi Salvador, Alexandre Luercio.
Como pode haver uma conduta igualitária na medida em que nenhum casal hetero sexual é abordado por demonstração de afeto? Somos cotidianamente vitimas de crimes de Homofobia e permanecemos imóveis é preciso indignar-se com o fato e transformar essa realidade.
*Fonte onde retiramos algumas informações: A Tarde por Samuel Lima




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